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MERCADOS NA ÁSIA: INFLAÇÃO DE ALIMENTOS

Por: Eduardo Vanin
Artigo, Soja
Publicado em: 04/01/2021 08:52

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Principais movimentos dos mercados agrícolas nessa madrugada. Confira.


INFLAÇÃO DE ALIMENTOS

Grãos e óleos comestíveis lideram as altas dos alimentos, aumentando a pressão sobre os orçamentos das famílias de países pobres, alertou a FAO na semana passada. O índice da FAO de alimentos chegou a seu maior nível desde 2014, com destaque para a forte valorização dos óleos, cereais e oleaginosas.

Os motivos citados são as intempéries nas diversas regiões produtoras, crescimento dos programas de biodiesel, crescimento da renda e efeitos do COVID-19 e o movimento de composição de estoques por parte de países importadores de grãos.

Não se pode esquecer também, do conhecido efeito da fraqueza do dólar e busca por ativos “blindados” contra a escalada das expectativas de inflação. Investidores colocando dinheiro novos nas commodities, intensificando o movimento de valorização dos preços.


FUTUROS DA SOJA EM FORTE ALTA NA CBOT

Futuros da soja na CBOT iniciam o ano em forte, acompanhados de forte alta dos derivados. A alta da soja na CBOT se dá pela combinação da demanda externa e clima seco e quente na Argentina, Uruguai e Sul do Brasil.

Do lado da demanda, a China continua comprando o grão americano para embarques mais longos, aumentando assim a pressão por revisões para cima na demanda. O programa americano de exportação já está 91% comprometido (USDA estima total de 59.88 milhões de toneladas para toda a temporada), percentual muito elevado para um início de temporada. Investidores apostam em revisão para cima na demanda para o relatório de O&D a ser divulgado no próximo dia 12, mudança que trará mais pressão sobre os estoques americanos, sustentando o rally de preços.

  • SOJA +32 @ 1342.75

Saiba mais sobre os programas americanos de exportação em OS EUA TERÃO QUE IMPORTAR SOJA? VENDAS SEMANAIS INDICAM QUE SIM


FARELO DE SOJA NA CHINA BATE RECORDE DE ALTA

Futuros do farelo de soja em Dalian iniciam o ano em alta, dando continuidade ao rally, embalados pela demanda interna e aperto dos estoques globais de soja. O contrato maio, contrato com maior volume de negócios, encerrou o dia a 3.497 CNY/t, máxima histórica para o contrato.

A alta do farelo e do óleo na China continuam conferindo margens positivas para as indústrias locais, aumentando assim o apetite por soja importada. As margens na China para embarques mais longos estão muito atrativas, gerando mais vendas nos EUA para embarques a partir de agosto.

  • FARELO DE SOJA (Dalian) +60 @ 3.497 CNY/t
  • ÓLEO DE SOJA (Dalian) +98 @ 8.006 CNY/t

Saiba mais sobre o interesse da China sobre a soja americana em VÍDEO: ENTENDA A ALTA DA SOJA 


MILHO NA CHINA RENOVA MÁXIMAS

Os futuros do milho negociados na bolsa chinesa de mercadorias, Bolsa de Dalian, renovaram máximas históricas nessa 2ª-feira, emplacando o 5º recorde seguido. A alta dos futuros vem acompanhando a valorização do cereal no mercado físico chinês, o qual se encontra na máxima de mais de cinco anos.

O movimento de valorização do cereal recebe suporte da forte demanda pelos leilões do governo, confirmando a continuidade do cenário de aperto do balanço de oferta e demanda local.

Já para o Brasil, a alta do milho na China representa mais apetite por parte das tradings chinesas. Segundo traders de milho a China comprou vários barcos de milho nas últimas duas semanas para embarques entre agosto e novembro, puxando os prêmios.

  • MILHO DALIAN +9 @ 2761 CNY/t

Saiba mais sobre o cenário do milho na China em AGROCHINA: MILHO NA CHINA RENOVA MÁXIMA 


ÓLEOS VEGETAIS NA DIANTEIRA

Os futuros dos óleos vegetais continuam subindo ao redor do globo. O óleo de palma na Malásia encerrou com ganhos de mais de mais de 2% nessa 2ª-feira (máxima de 10 anos), acompanhando a valorização dos futuros do óleo de soja na China e também na CBOT.

Os estoques globais de óleos estão cada vez mais apertados, fruto do crescimento dos programas de biodiesel em países produtores e exportadores de óleos comestíveis e crescimento da renda e consumo de alimentos processados na China e Índia, os dois maiores importadores e consumidores globais.

Além disso, o clima seco na Argentina deverá reduzir a produção local de soja, impactando negativamente no processamento e oferta de derivados no mercado internacional. A Argentina é o maior exportador de óleo de soja e farelo do globo.

  • ÓLEO DE PALMA +124 @ 3.724 Ringgit/t

Saiba mais sobre a alta dos óleos em O CHURROS VAI FICAR MAIS CARO 


A ARGENTINA PUXA O MILHO

Não bastasse o caos trazido pela Argentina sobre o mercado da soja e seus derivados, agora o governo irá restringir os embarques de milho, podendo estender as restrições também sobre o trigo. O governo alega pressão sobre os preços dos alimentos, buscando com a medida assegurar matéria prima para a produção de carnes, ovos e derivados de leite.

Como consequência o milho na CBOT está renovando máximas da semana, puxando outros grãos na carona.

  • MILHO CBOT +10.25 @ 494.25

Saiba mais sobre os impactos das medidas na Argentina em AGORA A ARGENTINA RESOLVEU BAGUNÇAR O MILHO 


CLIMA NA ARGENTINA

Modelos continuam mostrando chuvas mal distribuídas para as principais regiões produtoras de soja e milho na Argentina até a virada do ano.

A Bolsa de Cereales divulgou seu levantamento semanal de condições das lavouras de soja na última 4ª-feira passada, trazendo mais uma queda nas condições das lavouras (queda de 4 ponto percentual nas condições boas e excelentes para 44%). Além disso, a Bolsa de Cereales comentou que o atraso no plantio e as condições de falta de umidade nos solos poderá reduzir a área plantada de milho e soja. Com base nesse cenário, A instituição já anunciou que deverá mais uma vez reduzir suas estimativas de produção para a soja.

Saiba mais sobre o clima em VÍDEO DO CLIMA 31/dez 


Conteúdo: milho
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